segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Bombeiros Municipais de Tomar - Breve História (III)

Em 1902, na sessão de 30 de Maio, o vereador Silvério, afirmando que ficava por aplicar a verba destinada à “Procissão do Corpo de Deus”, que esse ano se tinha realizado e carecendo-se de novo material para o Serviço de Incêndios e de alguns reparos no existente, propunha que para isso fosse transferida aquela verba para aqueles serviços, o que foi aprovado. Só em 30 de Abril de 1917 se voltou a sentir a necessidade de um corpo de Bombeiros, com a criação de uma Corporação de Bombeiros Voluntários, que solicitou uma sede e diverso material. A autarquia resolveu colocar à sua disposição, após a sua organização, todo o material de incêndios que possuía, casa, fardamentos, além de efectuar um seguro. Passados dois anos, os vereadores Pereira e Raimundo propuseram que fosse criada uma Corporação de Bombeiros, um indício que a anterior tentativa não tinha vingado. Em 1920, o então Presidente da Comissão Executiva propôs a aquisição duma bomba de incêndios, uma escada Magirus e mangueiras, que foi apoiada por unanimidade.
No ano de 1921, foi então apresentado pelo Vereador Gonçalves Ribeiro, o regulamento do Corpo de Salvação Pública, o qual foi estudado e aprovado na sessão de 7 de Dezembro, devendo ser submetido à apreciação da Câmara Municipal, o que ocorreu em 24 de Fevereiro de 1922.
O material existente era na sua maioria antigo.


Consistia em três bombas manuais, uma do tipo Flaut de 1865, uma outra francesa, do tipo Jardim de 1850, ambas com mais de 50 anos, salvando-se uma bomba de caldeira manual de 1921, tipo Guilherme Gomes Fernando, um grande bombeiro português, que conquistou em Paris, no ano de 1900, o primeiro prémio internacional de bombeiros. Para terminar o inventário de material, contavam-se ainda dois carros para transporte de material, um deles com escadas portuenses. Estes carros eram de tracção humana de forma a não perder tempo a aparelhar animais, em caso de incêndio, cujo alarme estava instalado na torre sineira da Igreja de S. João e que alertava os dezoito abnegados bombeiros, fundadores do corpo, em caso de sinistro.

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