terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Janelas de Tomar

Tomar é privilegiada pela sua beleza qualificativa e quantitativa. Janelas são um exemplo disso e existem de e para todos os gostos. Desde as de charme, as da antiguidade, as tradicionais e outras, mesmo não aparentando grande beleza, os moradores tratam da embelezar. Eis alguns exemplos de Janelas de Tomar:









domingo, 11 de dezembro de 2016

Noite de Fados em Paço da Comenda

Apesar da noite fria de sábado, 10 de dezembro, a sede da ACDSS Paço da Comenda acolheu uma noite de fados, que em poucos minutos "aqueceu" e transformou a noite fria numa noite bastante agradável ao som de um dos mais belos Patrimónios da Humanidade.
Ficam alguns apontamentos fotográficos para memória futura:










sábado, 10 de dezembro de 2016

Sporting de Tomar vence Juventude de Viana

A contar para a 10ª jornada do principal campeonato português, o SC Tomar recebeu e venceu a equipa minhota  por 5-2, neste fim de tarde no Pavilhão Jácome Ratton.

Algumas imagens do encontro:









segunda-feira, 30 de maio de 2016

Fauna de Tomar - Abelharuco

Nome comum: Abelharuco
Nome científico: Merops apiaster
Nome em inglês: European bee-eater


Ocorrem diversas colónias de abelharucos em várias zonas do concelho de Tomar.

A profusão de cores do abelharuco, bastante invulgar entre as aves portuguesas, dá um toque de exotismo à avifauna de Portugal.
É uma ave inconfundível. Ave terrestre de tamanho médio, ricamente colorida. Os aspectos mais característicos são a garganta amarela, o peito e o ventre azulados, o dorso vermelho e a máscara preta. A cauda é comprida, com as duas penas centrais a destacarem-se das restantes.


É uma ave amada pelas suas belas cores, detestada pelos seus hábitos alimentares, o Abelharuco é uma das mais fascinantes aves da nossa fauna. Migradora, surge na Primavera para nidificar, colonialmente, em buracos escavados em taludes. Esta ave gosta de áreas quentes e terrenos pouco arborizados. Em Portugal está ausente de quase todo o Litoral Centro e Norte.

Alimenta-se de insetos, muitas vezes abelhas, o que lhe valeu o seu nome comum e o ódio dos apicultores. Na maior parte das vezes alimenta-se de insectos que captura durante o voo. As suas presas predilectas são as abelhas, vespas e, de vez em quando, coleópteros e libélulas.


Durante a época de nidificação os abelharucos têm que capturar diariamente insectos cuja massa seja equivalente à de 225 abelhas.

Os abelharucos passam o Inverno em África, a sul do deserto do Saara. Estas coloridas aves, tal como as cegonhas, têm duas rotas principais de migração.
As aves que do sudoeste europeu atravessam o Estreito de Gibraltar e deslocam-se para sul atravessando o Saara, até à parte Oeste de África. As aves que ocorrem nos países da zona Este da Europa deslocam-se para África via Israel. Quando as crias nascem os abelharucos chegam a formar grupos com mais de 120 indivíduos. Mais tarde separam-se em grupos mais pequenos. As aves deparam-se com muitos obstáculos e perigos na sua viagem de migração, muitos dos quais com origem na actuação humana. Há países em que os abelharucos são mortos por apicultores que os vêm como pragas que afectam o seu negócio. Os cientistas estimam que em cada 3 aves que deixa a Europa no Outono apenas 1 regressará na Primavera.


Fontes:
www.springalive.net/
www.avesdeportugal
www.barrento.com/

Imagens: Luís Ribeiro

domingo, 22 de maio de 2016

Conhecer a fauna tomarense

O Tomar, a Cidade está de regresso. Desta vez para falar de fauna. Fauna Selvagem. Uma vez por semana será dada a conhecer uma espécie diferente, começando pelas aves.

No concelho de Tomar, a fauna selvagem é muito diversificada devido à existência de rios, ribeiros, matas, bosques, e pinhais. O clima, que é temperado e mediterrânico, também é favorável à vida animal.

A não perder por isso, já a partir da próxima semana o Abelharuco, uma das aves mais coloridas que ocorrem por cá.

Imagem: Luís Ribeiro

domingo, 1 de novembro de 2015

Avifauna de Tomar

Foto: Luís Ribeiro
A passagem do rio Nabão pelo centro da cidade e a existência de grandes manchas verdes (Mouchão, Jardim da Várzea Pequena e Mata Nacional dos Sete Montes principalmente) são razões importantes para um bom e interessante número de observações de aves.
Fora da cidade encontram-se também alguns locais de uma grande beleza onde a observação de aves é também a ter em conta. A Albufeira de Castelo do Bode, o Agroal, a Barragem do Carril, alguns açudes pelo leito do Nabão, entre muitos outros, é um exemplo disso.

Número total de espécies observadas até 31/10/2015: 123

Lista de aves observadas no concelho de Tomar

Abelharuco (Merops apiaster)
Açor (Accipiter gentilis)
Águia-calçada (Aquila pennata)
Águia-cobreira (Circaetus gallicus)
Alvéola-amarela (Motacilla flava)
Alvéola-branca (Motacilla alba)
Alvéola-cinzenta (Motacilla cinerea)
Andorinha-das-barreiras (Riparia riparia)
Andorinha-das-chaminés (Hirundo rustica)
Andorinha-das-rochas (Ptyonoprogne rupestris)
Andorinha-dáurica (Cecropis daurica)
Andorinha-dos-beirais (Delichon urbica)
Andorinhão-pálido (Apus pallidus)
Andorinhão-preto (Apus apus)
Bico-de-lacre (Estrilda astrild)
Bico-grossudo (Coccothraustes coccothraustes)
Borrelho-pequeno-de-coleira (Charadrius dubius)
Bútio-comum (Buteo búteo)
Carriça (Troglodytes troglodytes)
Cartaxo-comum (Saxicola rubicola)
Cartaxo-nortenho (Saxicola rubetra)
Caturra (Nymphicus hollandicus)
Cegonha-branca (Ciconia ciconia)
Chamariz (Serinus serinus)
Chapim-azul (Cyanistes caeruleus)
Chapim-carvoeiro (Periparus ater)
Chapim-de-poupa (Parus cristatus)
Chapim-rabilongo (Aegithalos caudatus)
Chapim-real (Parus major)
Chasco-cinzento (Oenanthe oenanthe)
Cia (Emberiza cia)
Codorniz (Coturnix coturnix)
Coruja-das-torres (Tyto alba)
Coruja-do-mato (Strix aluco)
Corvo-marinho-de-faces-brancas (Phalacrocorax carbo)
Cotovia-dos-bosques (Lullula arborea)
Dom-fafe (Pyrrhula pyrrhula)
Escrevedeira-de-garganta-preta (Emberiza cirlus)
Estorninho-malhado (Sturnus vulgaris)
Estorninho-preto (Sturnus unicolor)
Estrelinha-de-cabeça-listada (Regulus ignicapilla)
Estrelinha-de-poupa (Regulus regulus)
Faisão (Phasianus colchicus)
Falcão-peregrino (Falco peregrinus)
Felosa-bilistada (Phylloscopus inornatus)
Felosa-comum (Phylloscopus collybita)
Felosa-dos-juncos (Acrocephalus schoenobaenus)
Felosa-ibérica (Phylloscopus ibericus)
Felosa-musical (Phylloscopus trochilus)
Felosa-poliglota (Hippolais polyglotta)
Fuinha-dos-juncos (Cisticola juncidis)
Gaio (Garrulus glandarius)
Gaivota-de-asa-escura (Larus fuscus)
Gaivota-de-patas-amarelas (Larus michaellis)
Galinha-d’água (Gallinula chloropus)
Garça-boieira (Bubulcus ibis)
Garça-branca (Ardea alba)
Garça-branca-pequena (Egretta garzetta)
Garça-real (Ardea cinerea)
Gavião (Accipiter nisus)
Goraz (Nycticorax nycticorax)
Gralha-preta (Corvus corone)
Grifo-comum (Gyps fulvus)
Guarda-rios (Alcedo atthis)
Laverca (Alauda arvensis)
Lugre (Carduelis spinus)
Maçarico-bique-bique (Tringa ochropus)
Maçarico-das-rochas (Actitis hypoleucos)
Melro-azul (Monticola solitarius)
Melro-preto (Turdus merula)
Mergulhão-pequeno (Tachybaptus ruficollis)
Milhafre-preto (Milvus migrans)
Mocho-galego (Athene noctua)
Narceja (Gallinago gallinago)
Noitibó-cinzento (Caprimulgus europaeus)
Noitibó-de-nuca-vermelha (Caprimulgus ruficollis)
Ógea (Falco subbuteo)
Papa-amoras (Sylvia communis)
Papa-figos (Oriolus oriolus)
Papa-moscas-cinzento (Musciapa striata)
Papa-moscas-preto (Ficedula hypoleuca)
Pardal-comum (Passer domesticus)
Pardal-francês (Petronia petronia)
Pardal-montês (Passer montanus)
Pato-real (Anas platyrhynchos)
Pega-rabuda (Pica pica)
Peneireiro-cinzento (Elanus caeruleus)
Peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus)
Perdiz-comum (Alectoris rufa)
Pernilongo (Himantopus himantopus)
Petinha-das-árvores (Anthus trivialis)
Petinha-dos-prados (Anthus pratensis)
Picanço-real (Lanius meridionalis)
Pica-pau-malhado-grande (Dendrocopos major)
Pica-pau-galego (Dendrocopos minor)
Pica-pau-verde (Picus viridis)
Pintarroxo (Carduelis cannabina)
Pintassilgo (Carduelis carduelis)
Pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula)
Pombo-doméstico (Columba livia)
Pombo-torcaz (Columba palumbus)
Poupa (Upupa epops)
Rabirruivo-de-testa-branca (Phoenicurus phoenicurus)
Rabirruivo-preto (Phoenicurus ochruros)
Rola-brava (Streptopelia turtur)
Rola-turca (Streptopelia decaocto)
Rouxinol (Luscinia megarhynchos)
Rouxinol-bravo (Cettia cetti)
Rouxinol-pequeno-dos-caniços (Acrocephalus scirpaceus)
Tarambola-dourada (Pluvialis apricaria)
Tentilhão (Fringilla coelebs)
Tentilhão-montês (Fringilla montifringilla)
Torcicolo (Jynx torquilla)
Tordo-pinto (Turdus philomelos)
Tordo-ruivo (Turdus iliacus)
Tordoveia (Turdus viscivorus)
Toutinegra-das-figueiras (Sylvia borin)
Toutinegra-de-barrete-preto (Sylvia atricapilla)
Toutinegra-de-cabeça-preta (Sylvia melanocephala)
Trepadeira-azul (Sitta europaea)
Trepadeira-comum (Certhia brachydactyla)
Trigueirão (Miliaria calandra)
Verdilhão (Carduelis chloris)

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Fauna de Tomar

Rã-verde (Pelophylax perez)
Foto: Luís Ribeiro
partilhada no grupo
Tomar, pela sua localização, pelo seu ecossistema, e muitas outras razões, possui uma rica biodiversidade em todo o seu concelho.

Para quem gosta de animais e da "vida selvagem", foi criado muito recentemente um grupo sobre a Fauna de Tomar, onde todos podem participar, mas que terão que seguir algumas regras. Neste grupo, o principal intuito é dar a conhecer a beleza da vasta fauna tomarense e mais para a frente os seus hábitos. 

Para aceder ao grupo basta aceder a Fauna de Tomar e solicitar adesão.





O Esquilo vermelho em Tomar

Extinto em Portugal desde o século XVI, voltou a colonizar o norte do país a partir de populações espanholas. Foram tentadas algumas introduções no centro do país na década de 90, existindo actualmente uma população um pouco por todo o país, onde Tomar não é excepção e que tem vindo a aumentar e a distribuir-se por várias freguesias.

O Esquilo-vermelho (Sciurus vulgaris) já foi avistado na Mata dos Sete Montes (União de freguesias de Tomar), freguesia de Carregueiros, na União de Freguesias Serra/Junceira, União de freguesias de Madalena/Beselga e União de freguesias Além da Ribeira/Pedreira. Estes "encontros" com este pequeno mamífero que é o único roedor arborícola com hábitos diurnos na nossa fauna foram todos no decorrer do ano de 2015.

 Este esquilo possui uma agilidade incrível, que lhe permite dar grandes saltos nas copas das árvores, e a sua cauda felpuda torna-o inconfundível. Trata-se de um mamífero de pequeno porte, da ordem Rodentia e da família Sciuridae. O comprimento do corpo é de 18-24 cm e a cauda mede cerca de 17 cm. Os juvenis pesam 100-150 g, podendo os adultos atingir as 450 g.

Esta espécie tem uma dieta generalista, essencialmente baseada em matéria vegetal. Os seus alimentos preferidos são as sementes de coníferas e caducifólias. Quando estas escasseiam, consomem cogumelos e outros fungos, raízes e flores, insectos, minhocas e ovos retirados do ninho de aves. As cascas de certas árvores fornecem-lhes um suplemento de minerais. Têm o hábito de armazenar alimentos, escondendo-os em buracos nas árvores ou, mais frequentemente, enterrando-os no solo. Um sentido olfactivo desenvolvido permite-lhes recuperar posteriormente os alimentos, que conseguem detectar até 30 cm de profundidade.

A espécie está incluída no Anexo III da Convenção de Berna. Em Portugal tem o estatuto de Rara.


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